Vídeo da minha participação no programa ABZ do Ziraldo

Para quem não conseguiu me assistir, já gravei o vídeo da minha participação no programa ABZ do Ziraldo, que foi ao ar no dia 29 de janeiro de 2012.

Contei a história “Amizade Desenhada” que será publicada em 2012 pela Editora Escrita Fina.

Clique abaixo para assistir ao vídeo no Youtube:

Vídeo do programa ABZ do Ziraldo – contação de histórias de Ana Cristina Melo

Categorias: Vida literária | Deixe um comentário

Convite de lançamento do meu livro “O Banho de Nina”

Pessoal, chegou o dia do lançamento do meu novo livro!!!

É domingo que vem! É hoje!!!

Dia 12 de fevereiro, às 16h, estarei esperando por vocês, ao lado da ilustradora Cris Alhadeff, lá na Livraria Travessa do Shopping Leblon. Tenho muito que agradecer à Editora Escrita Fina e à Cris que deram vida para o nosso “O Banho de Nina”.

Um pouquinho da história…

Nina está preocupada, pois seus longos banhos estão acabando com a água do mundo. Até que uma dúvida aparece: como pode a água acabar num mundo com tanto mar? E a partir daí tem ideias mirabolantes para mandar água para uma cidade onde soube que um cavalo morreu de sede.

A sinopse…

O planeta Terra é composto de cerca de 70% de água. Mas, desse total, apenas 1% equivale à água doce que vem dos rios, lagos e lagoas, e que é própria para consumo.

Nina é muito pequena para compreender essa matemática. Mas uma coisa a menina já entendeu: a água do mundo está acabando. E isso faz com que estejamos todos em apuros.

Em O banho de Nina, Ana Cristina Melo usa o dia a dia de uma esperta garotinha para, de forma lúdica, lançar luz às formas de preservar esse tesouro essencial que é a água em nosso planeta. Nina, a protagonista desta história, adora prolongar-se no banho. Ainda mais quando está na companhia da boneca Lili, que, na sua opinião, também merece uma boa ducha. Mas o alerta da mãe, acrescido de uma matéria na TV, faz com que a menina tome um baita susto: seus longos banhos podem fazer com que se acabe a água do mundo. A partir de então, Nina decide empreender uma solitária batalha para impedir a seca absoluta. E se parasse de escovar os dentes? E se nunca mais tomasse banho ou desse descarga? E se guardasse um pouco de água do mar para enviar às cidades mais secas? Nina não parava de inventar ideias. Porém, sempre descobria um empecilho para elas. Até perceber que seu papel nessa história é mais simples do que imaginava.

Abaixo, a capa dele:

Abaixo um aperitivo pra vocês:

Categorias: Sobre meus livros | 3 Comentários

Trabalhando em novos projetos

Imagem do livro A Turma do CP500

Hoje, além da ótima notícia que meus livros continuam em destaque na Nuvem de Livros, também consegui terminar o roteiro da peça infantil “A bruxa que queria ser fada”. O roteiro se baseia em meu livro, ainda inédito, e de mesmo nome.

Foi uma delícia escrever essa peça. Estou empolgadíssima. Espero trazer muitas notícias boas sobre ela, durante 2012.

Terminada uma etapa, fui pegar os originais do meu livro juvenil A Turma do CP500, para transcrever as últimas alterações feitas.

No primeiro capítulo, há uma grande ação que apresenta não só os cinco amigos, que são Fred, Carol, Lena, Gui e Cadu, como o vilão Mack.

E Mack deixa pra eles mais uma mensagem: um cartão perfurado com uma mensagem cifrada.

Pois bem, acabei de “perfurar” esse cartão no Paint. :) É o Paint que vocês estão pensando, o Paint do Windows, que serve para fazermos pequenos desenhos. Loucura válida para que a imagem fosse bem verossímil. A imagem está acima.

Não sabem o que é um cartão perfurado? Eu explico no livro. É só esperar ele ser publicado. Mas para isso preciso terminá-lo primeiro. ;) Então, de volta ao trabalho, enquanto minha filha brinca de fazer penteados em mim. Ai! Foi um fiozinho puxado.

Bom fim de semana!

 

Categorias: Sobre meus livros, Teatro e cinema | 1 Comentário

Janeiro avança e meus livros continuam em destaque na Nuvem de Livros

Muito feliz!

Depois de saber que dois livros meus ficaram em 1º lugar (Caixa de Desejos) e 5º lugar (De volta à Caixa de Desejos) na lista de mais acessados, no mês de dezembro, na Nuvem de Livros (confira post aqui no blog), hoje descobri que eles continuam em destaque no mês de janeiro.

A Gol Mobile, responsável pela Nuvem de Livros, divulgou, dia 26 de janeiro, a lista Top 10 da Semana (http://www.golmobile.com.br/top-10-da-semana-na-nuvem-de-livros-1). Meu livro De volta aparece em 4º lugar e o Caixa de Desejos em 7º lugar.

Pensando bem, suuuuuper feliz!

 

Categorias: Sobre meus livros | Deixe um comentário

Estarei no Programa ABZ do Ziraldo, no próximo domingo

Foto da chamada do programa

 

Há momentos na nossa carreira que são muito especiais. Participar do programa do Ziraldo, o ABZ do Ziraldo, como contadora de histórias, foi um desses momentos.

Ler O Menino Maluquinho quando menina foi uma experiência que me marcou. Eu lia e relia aquele livro, redescobrindo uma nova história a cada leitura.

Foram muitas experiências da minha infância que plantaram a semente da escritora que sou hoje. Ziraldo foi uma dessas sementes. Então, vocês podem imaginar minha emoção por ter participado desse programa. E minha emoção maior por ver a chamada do programa dizendo:

Ana Cristina Melo, uma escritora talentosa e que gosta de contar as histórias que escreve, vai ser a primeira convidada do programa ABZ do Ziraldo. Ela conta a história Amizade Colorida“.

Só há um ajuste a fazer. O nome da história é Amizade Desenhada, que sai pela Editora Escrita Fina, ainda em 2012.

A gravação ocorreu ano passado, mas o programa vai ao ar no próximo domingo (dia 29 de janeiro), na TV Brasil (na Sky, canal 116), ao meio-dia. Estarei no segundo bloco.

Nem preciso dizer que adoraria que meus amigos conferissem como eu me saí.

Sintonizem. Prestigiem. O programa é ótimo e acho que não fiz feio! :) Depois me digam o que acharam.

Confiram as fotos tiradas pelo fotógrafo Guilherme Lima:

 

Confiram também uma foto que tirei nos bastidores:

Com a Beth, que me deu tratamento de princesa no camarim, caprichando na maquiagem

Categorias: Sobre meus livros, Vida literária | 8 Comentários

Falando do meu processo criativo – repetições

Crédito: Banco de imagens free (Ms Office)

Qualquer escritor sabe o quanto de verdade existe  no ditado: “Escrever é 1% inspiração e 99% transpiração”. Acredito que esse percentual seja exagerado, mas, por experiência própria, coloco pelo menos 75% na conta do trabalho pesado.

Escrever precisa começar com um flash, uma inspiração, algo que nos abre as portas do mundo imaginário, que nos permite subir uma escada íngreme e espiar esse mundo paralelo, convidando personagens a fazer parte do nosso livro. Esse é o momento do frenesi, da visita ao mundo que todo escritor tem crachá especial para acessar, para captar as histórias, esse outro mundo que pode ser o sótão onde mora a nossa louca imaginação, como diz Rosa Montero em seu livro A louca da casa.

Mas depois que voltamos para nossa cadeira (de preferência, confortável), depois que essa primeira etapa se conclui, o resto é transpiração, trabalho, percepção, recorte. Sim, muito mais apagar do que escrever. De saber desistir, às vezes, de parágrafos inteiros, ou de um capítulo inteiro. Ou de um romance inteiro, como eu já fiz. Sim, já desisti de três romances durante os últimos anos. Mas isso é assunto para outro post. O que importa é que essa é a parte mais difícil, a do desapego, de saber que a primeira versão é um rascunho, tem o âmago do livro definitivo, mas não é o livro definitivo.

É nessa etapa que nossa carreira se desenvolve. Colocar uma história no papel, mesmo que seja um primeiro rascunho ruim, não é para qualquer um. Mas lapidá-lo como se tivéssemos uma pedra bruta nas mãos, isso é o que define um artista. Traduzir o bruto em peça rara, criar um diamante a partir de uma pedrinha de carbono. Essa etapa pede uma percepção aguçada para captar as falhas, lapidar as arestas. E não se lapida apenas o enredo, o traço dos personagens, se lapida a linguagem, a narrativa. Essa percepção está muito relacionada à maturidade de um escritor, pois quanto mais seguro ele está, mais ele detecta as imperfeições, percebe o que pode melhorar, no que derrapou, no que pode ser dito de forma inédita, numa representação que passe longe do clichê.

Nessa fase, buscamos muita coisa, como disse acima. Buscamos também a correção gramatical, as terríveis repetições, os nossos vícios de escrita.

Sim, pois precisamos de uma leitura crítica em que se perceba, no conjunto, aquela palavra ou expressão que parece voltar sempre, em momentos diferentes, no nosso texto. E se não for algo proposital, se não for o âmago do nosso texto (por exemplo, no meu romance há uma palavra chave que é pressentimento), ela deve ser reduzida. Acredite, amigo, ela representa um vício.

E para curar esse vício, uso algumas ferramentas, como o bom “Localizar e Substituir” do Word.

Você nunca usou? Experimente, então.

Vamos supor que você percebe em sua 10ª leitura que está repetindo demais a palavra porta em seu texto. Parece que todas as portas do mundo foram parar no seu romance. Você pode ir no Word, no item de menu Substituir, pedir para pesquisar “porta” e mandar substituir por “porta” com uma formatação especial de realce. Veja exemplo na imagem acima, no qual procuro a expressão “ela”.

Do jeito como está, o Word vai achar “ela” até mesmo no nome “janela”. É interessante para descobrir aliterações internas. Para definir o formato especial de realce, basta clicar na caixa “Substituir por” e clicar no botão “Formatar”, selecionando a opção Realce. Mas repare que você precisa selecionar a cor do realce, no botão semelhante ao que aponto com a seta, que fica na barra de ferramentas, fora da caixa de diálogo. Se não selecionar a cor, ele vai trocar a palavra por ela mesma, sem cor nenhuma.

Com isso, todas as palavras portas serão realçadas com a cor pré-definida de realce, que é como se fosse uma espécie de caneta marca-texto. Depois é só avançar as páginas do seu texto, e perceber a frequência e a proximidade da sua palavra alvo.

Agora, uma dica: antes de uma operação dessas, sempre salve seu texto, ou salve uma versão anterior, pois se você tiver cometido uma falha no comando substituir, não correrá o risco de perder o texto. Exemplo de falha: mandar substituir porta por potra. Acredite, isso acontece.

Dica 2: se quiser voltar uma operação de substituir, basta ir na opção “Desfazer” ou o famoso <Ctrl><Z>.

Dica 3: para voltar o texto à posição normal, sem nenhuma palavra realçada, basta marcar todo texto e clicar no botão de realce, selecionando a opção “Nenhum”, que fica acima das cores.

Dica 4: Experimente essas operações num texto de exemplo, antes de usar no seu texto de ficção.

Dica 5: Só se preocupe em buscar essas palavras quando considerar seu texto fechado. Cuidar disso durante a criação é caminhar três passos pra frente e dois pra trás. Não há mal em lapidar repetições durante o processo de escrita, mas só se for algo que você perceba durante sua leitura.

Estou, atualmente, nesse trabalho árduo de lapidação. Há palavras que pesquiso normalmente como: ele, ela, mas. Todavia, em cada texto, percebo também meus vícios e vou atrás deles. E, nessa busca, melhoramos muito a narrativa. Mas esse tipo de busca só é interessante de fazer quando o texto está fechado.

Certamente chegará um dia que meus olhinhos vão fazer, automaticamente, esse realce que o Word executa tão bem. Mas enquanto isso não acontece, que mal há em usar uma boa ferramenta de auxílio?

Bom trabalho e bom feriado!

 

Categorias: Processo criativo | 1 Comentário

Programa em família

Quando temos filhos com diferença grande de idade, chegamos numa fase em que precisamos fazer malabarismos para conseguir que a família continue junta nos passeios. Não é fácil. Há passeios que unem, por natureza, como praia, boliche e viagem. Mas quando se fala do lado cultural, a coisa complica.

Meu filho, de quase 14 anos, já não quer assistir aos filmes que minha filha, de 7 anos, se interessa. Da mesma forma, os filmes que lhe interessam não são possíveis para ela. Há poucos filmes que conseguem reunir a família toda, como foi o que vimos com o Rowan Atkinson, no qual ele era um espião. Aliás, boa dica quando sair em DVD. E quando se trata de peça de teatro, então? Aí é praticamente impossível.

Crédito: Divulgação - foto do Guia da Semana

Ontem, fomos ao Shopping da Gávea. Eu e Bia assistimos à peça “Sonho de Princesa”, no Teatro Vannucci. Enquanto isso, Gustavo e o pai foram para o cinema. Ponto pra mim, arranjo perfeito! Todos curtiram e tivemos um crédito positivo do dia.

Como adoro compartilhar a parte boa da vida, quero falar o que achei da peça.

Começo dizendo que gostamos bastante. Isso é algo bom numa peça teatral infantil. Não basta agradar às crianças, precisa agradar aos adultos também. Conseguir esse equilíbrio não é algo fácil. E os produtores de “Sonho de Princesa” conseguiram, mesmo sendo um programa para as crianças menores.

O estímulo à leitura permeia a história, que traz personagens conhecidos dos contos de fadas, para falar da importância de continuarmos acreditando e de valorizarmos a imaginação.

O espetáculo conta a história da menina Flora que encontra um livro no seu sótão. Ao abri-lo, ela é mandada para o mundo encantado das princesas, onde conhecerá Cinderela, Yasmin, Branca de Neve, Ariel, Bela (da Bela e a Fera) e Fiona (do Shrek). Lá, as princesas tentam convencê-la a ajudar a salvar o mundo encantado que está desaparecendo graças ao Nada, um vilão ardiloso que quer acabar com a história dos contos de fadas.

A direção e adaptação do texto é de Roberto Rezende. A produção de Roberta Marinho e Elisa Reis. No elenco: Débora Mesquita (Flora), Renata Antunes, Leticia Botelho, Érika Thomas, Maykon Robert (vilão Nada) e Thati Bione. Em cartaz até 26 de fevereiro. A classificação é livre, mas acho que agradará mais as crianças menores, até oito anos.

Recomendo!!!

Crédito: Site www.novaescoladeteatro.com.br

Hoje novo arranjo. A programação era apertada. Começava com teatro para mim e Bia, enquanto Gustavo e o pai iam para a patinação no gelo. Depois, ele iria ver uma comédia stand-up com o pai, enquanto as meninas iriam para as compras. Mas nos surpreendemos com lotação esgotada para a apresentação do Fábio Porchat. Então, só a metade do passeio foi concluído.

Eu e Bia assistimos “Cinderella – Um sonho em Veneza”, no Teatro Miguel Falabella.

O espetáculo nos remete ao século XVI, no ateliê de Leonardo Da Vinci. Durante o carnaval em Veneza, o pintor recebe uma encomenda para retratar uma princesa. Entre as moças da cidade, ele escolhe uma menina simples, mas de grande beleza: Cinderella. Contudo o que devia ser apenas um trabalho extra se transforma numa aventura, onde o mote principal é a imaginação. O mestre avisa: “Um quadro não é só um monte de tinta. Deve contar uma história”. Com isso, os quadros do ateliê ganham vida e ajudam a contar a história de Cinderella, numa adaptação especial, que muda a forma como devemos encarar o futuro e desejar nossos sonhos.

Figurino impecável, atuação primorosa de todos os atores, cenário perfeito, produção nota dez. Um espetáculo para qualquer idade. Bem, na realidade, as crianças muito pequenas talvez fiquem perdidas, mas a partir de seis/sete anos já é possível curtir bastante. Bia adorou! Cada faixa etária vai aproveitar uma parte do texto, apreender uma magia diferente.

O texto é de Pedro Murad. A direção de Gabriel Cortez e Bruno Macedo. No elenco: Kathleen Couto, Gabriella Kapps, Diogo Venturieri, Luciene Suarez, Roni Cruz, Bianca Carvalho, Kevin Couto, Luanna Passos, Marcelle Bessa, Mario Alves e Pablo Almeida. Em cartaz até 12 de fevereiro.

Super recomendo!!!

Se eu tivesse que criar um paralelo com o texto literário, diria que “Sonho de Princesa” é uma peça infantil enquanto que “Cinderella – Um sonho em Veneza” é uma peça infantojuvenil.

Então, para quem tem a boa desculpa de ter uma criança em casa, é só escolher e curtir! :)

 

Categorias: Pessoal, Teatro e cinema | 3 Comentários

Eu estou nas nuvens… literalmente

Vocês conhecem a Nuvem de Livros (http://www.nuvemdelivros.com.br) ? É um projeto super bacana produzido pela Gol Móbile e que tem a curadoria do escritor Antonio Torres.

Do que se trata? É uma biblioteca virtual que contempla vários gêneros literários e não-ficção. O assinante lê online os livros que quiser, como se fosse um empréstimo. No acervo, estão mais de três mil livros, escolhidos pelo curador, em parceria com editoras nacionais e internacionais.

O lançamento aconteceu oficialmente na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, em agosto de 2011. O acervo está aberto a todo público, mas as escolas têm atenção especial. Os empréstimos custarão cerca de R$ 1 por aluno, para acesso a todos os livros. E para as pessoas físicas, custa R$ 0,99/semana.

Eu publiquei matéria a respeita da Nuvem de Livros nas edições 8 e 11 do Jornal Sobrecapa Literal.

Bem, por que eu disse que estou nas nuvens? É porque na quarta-feira recebi uma notícia maravilhosa. A Nuvem de Livros divulgou no twitter (http://twitter.com/nuvemdelivros) a lista dos livros mais acessados de dezembro. E adivinhem? Meu livro Caixa de Desejos ficou em 1º lugar e o livro De volta à Caixa de Desejos ficou em 5º lugar.

Estou mega-ultra-radiante!!!!

Fui mais acessada do que o livro 1822 do Laurentino Gomes. É como se eu fosse uma nova bestseller! ;)

Categorias: Sobre meus livros | 2 Comentários

Batendo as perninhas para sair do lugar

Ontem aconteceu minha primeira aula de natação. Não, eu não sabia nadar. Como não sabia que podia realizar várias coisas na minha vida. Mentira, saber, eu sabia. Sempre soube. De forma inconsciente, mas soube. Nunca fui daquelas de sentar e chorar por não ter algo. Mentira também; chorar, já chorei bastante, mas desde menina a palavra “não” sempre teve um peso diferente. Um peso de ficar do lado de lá da balança, para eu saber que precisava fazer algo do lado de cá, do lado do “sim”, do positivo, para buscar as vitórias que viriam como o peso bom para balancear minha vida.

Ontem, quando o professor me deu um macarrão para colocar debaixo do braço e mandou eu atravessar a piscina, batendo os pés, me vi no início de tantas conquistas da minha vida. Havia alguns momentos em que eu batia os pés, mas não saía do lugar. E quando ele pediu para eu bater os pés e, ao mesmo tempo, mergulhar a cabeça e soltar o ar pelo nariz, pensei: “Isso não vai dar certo”!

Pode parecer idiotice, mas rola um problema de sincronismo. Meu filho diz que sou atrapalhada. Muita gente diz que sou enrolada. E eu concordo. Naquela situação: ou bem eu respirava debaixo d’água, ou bem eu batia os pés (risos). Tá, agora falando sério. Eram duas coisas novas. O meu grande problema é querer raciocinar sobre tudo que faço. Daí eu querer raciocinar o sincronismo entre as duas atividades. Lógico que isso não podia dar certo. Na nossa vida, temos que deixar uma parte acontecer como reação aos estímulos, senão a máquina não sai do lugar.

Ouvi uma história, há alguns dias, que achei muito interessante e que ilustra o que estou falando:

A lagarta morria de inveja ao ver a centopeia andar com tanta desenvoltura. Então, resolveu perguntar pra ela:

- Centopeia, como você consegue andar tão bem tendo tantas perninhas?

- É fácil, eu mexo primeiro as quarenta patinhas do lado direito e, em seguida, eu mexo as quarentas patinhas do lado esquerdo, e assim vou fazendo de forma repetitiva.

- Ah, então, me mostra na prática como é.

A partir desse dia, a centopeia nunca mais conseguiu andar.

Então, era isso que estava acontecendo no exercício. E é isso que ainda vai acontecer por algumas aulas, até que eu descubra que não tenho que pensar na minha respiração ou nas minhas pernas. Que preciso apenas fazer.

Nesse primeiro exercício, nas idas e voltas que dei, raciocinei em vez de deixar acontecer, e isso me fez errar várias vezes. Mas a parte importante: não desisti. E quando as pernas esqueciam de bater, ou quando eu esquecia de soltar o ar pelo nariz, eu pensava: “Ei, Cristina, você consegue!”

Consigo, como consegui muito em minha vida. Como marquei um vêzinho nos itens que desejei pra mim e conquistei.

Foi assim quando tirei carteira há dezessete anos, e tive que reaprender a dirigir há cinco anos, pois nunca peguei num carro nesse intervalo. Lembro que depois de fazer novamente autoescola, quando me vi sozinha com o carro, me parecia impossível soltar a embreagem no ponto certo, para tirá-lo do lugar. Quase sempre o carro cabritava e morria. Por isso, naquele início inventei uma forma de me defender: evitava parar o carro, com medo de ter que fazê-lo se mover novamente. Vocês podem imaginar as confusões em que eu me metia! Mas eu consegui. E hoje, modéstia à parte, dirijo muito bem. :)

Foi assim também quando fui fazer dança de salão. Lembro que parecia impossível prestar atenção na música e, ao mesmo tempo, executar os passos. Ou prestar atenção na condução do meu parceiro e dar minha resposta com os pés. Mas o que parecia impossível aconteceu. Eu ganhei confiança em mim, eu parei de raciocinar a respeito, e deixei meu corpo adquirir o conhecimento. Quando o estalo aconteceu, passei rapidamente da turma básica para a avançada, a tal ponto que conseguia dançar de olhos fechados, respondendo apenas à condução do cavalheiro.

Foi assim também quando resolvi ser escritora. Nesse ponto, o único problema de sincronismo que enfrentei foi escrever e continuar trabalhando como analista de sistemas. Isso sem contar o tempo dedicado à minha família. Não era fácil, mas eu também consegui: não só arranjar tempo para escrever, para viver plenamente dessa minha paixão, como aprender, texto a texto, o que eu podia fazer melhor. Aprender o que eu devia deixar pra trás, como se fosse uma embreagem solta no lugar errado, ou o pé trocado no passo de bolero. Nunca escrevi pensando se o que estava colocando no papel estava errado ou certo. Isso me facilitou desde o início, permitiu que eu escrevesse sem amarras. O que tive que aprender foi, a cada releitura, eliminar cada vez mais erros.

E talvez essa seja a ideia da maturidade: aprendermos cada vez mais a eliminar o que é ruim na nossa vida, o que nos impede de melhorar.

Batemos as pernas quando decidimos fazer algo, e, às vezes, parece que esse algo está muito distante, ou que estamos dando dois passos pra frente e um pra trás. Parece que batemos as pernas e, em muitas vezes, não saímos do lugar. Mas é só questão de lembrar que é preciso deixar acontecer. É preciso não desistir, deixar que aquilo faça parte do nosso sangue, da nossa vida, que se torne, na repetição de cada exercício, na tentativa de não desistir, uma verdade… até o dia em que se torna uma conquista.

Ontem, quando batia as pernas e não saía do lugar, eu pensava: “Cristina, não desista”. É apenas o primeiro passo.

Então, para todos que criaram planos para 2012, eu digo, de coração: continuem batendo as pernas, até chegar o momento em que vocês vão se esquecer que estão fazendo isso. Nessa hora vocês terão saído do lugar!

Beijinhos literários e boa semana!

(A minha semana maravilhosa começou hoje… Uhu! Estou de férias!)

Categorias: Crônicas, Pessoal | 6 Comentários

Sorteio dos meus livros

Para começar bem o ano, vou sortear dois exemplares dos meus livros “Caixa de Desejos” e “De volta à Caixa de Desejos”, sendo um de cada.

O sorteado pode escolher qual dos dois quer levar.

As inscrições começam hoje e terminam à meia-noite do dia 12/01/2012. O sorteio será feito na sexta-feira, dia 13/01/2012.

Só que esse sorteio é exclusivo para quem tem twitter.

As regras são simples:

1 – Seguir minha conta no twitter (@anacristinamelo)

2 – Dar RT na frase: “Confira o blog Canastra de Contos da escritora Ana Cristina Melo, em http://kingo.to/Xck.”

========================

Atualização em 13/01/2012:

O resultado já saiu e está disponível em http://beta.sorteie.me/r/ikE.

Categorias: Sorteios | Deixe um comentário

Blog no WordPress.com. Tema: Adventure Journal até Contexture International.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.019 other followers